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Female Rock

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Kittie

Atualmente a presença das mulheres no mundo do rock não tem sido apenas para mostrar que elas são bem dotadas fisicamente ou que são objetos de marketing para atrair o público ~masculino. Nada desse tipo de apelo usado por uma sociedade majoritariamente machista: elas têm entrado com tudo nesse mundo para mostrar que são muito mais que isso; têm realmente mostrado talento e capacidade.

Embora já tenham conquistado grande espaço, pode-se observar que muitas das mulheres vocalistas se especializam no canto limpo e/ou lírico, ocupando a posição de frontwoman principalmente em bandas do gênero gothic metal. Entretanto, outras mais ousadas, arriscam até guturais e screaming, que são aquelas vozes fortes e roucas, mostrando que esta técnica não é 'apenas para homens'. 


Então aqui começa uma série de bandas femininas (sejam bandas compostas só por mulheres ou apenas no vocal) para divulgar seus trabalhos, capacidades e, claro, empoderá-las ainda mais ;)

Kittie é uma banda canadense de metal composta somente por mulheres, ou seja, uma female band. A banda já passou por muitos altos e baixos, como mudanças de formação, dificuldade para gravar e críticas pesadas. Contudo, ainda estão na ativa contando com a formação: Morgan Lander (vocal e guitarra), Mercedes Lander (bateria), Tara McLeod (guitarra) e Ivy Vujic (baixo). Repare que Morgan e Mercedes são irmãs e as fundadoras da marca de roupa Poisoned Black. 

A banda começou em 1996 e teve seu primeiro sucesso em 1999 com o single “Brackish” e de quebra fizeram uma turnê pelo Reino Unido com o Slipknot, o que aumentou sua popularidade levando-as a participar de grandes festivais de música como o Ozzfest. Atualmente Kittie é uma das melhores e bem conceituadas bandas se tratando de metal e gutural! Sim, gutural, apesar de vez ou outra Morgan cantar com sua voz “limpa”.  Confira alguns vídeos:



Discografia: “Spit” (2000), “Oracle” (2001), “Until The End” (2004), “Funeral For Yesterday” (2007), “In The Black” (2009) e “I’ve Failed You” (2011). Sem exceção, todos são ótimos!


Site da banda: kittierocks.com

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Klara Force, Nicki Wicked, Mia ColdHeart e Ida EvilEye

Crucified Barbara surgiu em 1998 como uma brincadeira de escola e depois foi para os subúrbios de Estocolmo (Suécia) fazer covers de Motöhead, AC/DC, Kiss e Pantera. Em 2001, entra na banda a segunda guitarrista: Mia Coldheart que leva consigo grandes influências do metal transformando completamente o estilo musical da banda com seus riffs pesados.

A origem do nome da banda é muito irônica: ao participarem de uma festival na Dinamarca, o “Roskilde Festival”, elas viram uma boneca inflável crucificada. Na Suécia, as bonecas infláveis são conhecidas como Barbara e, então, elas logo pensaram que esse seria um nome legal para a banda.

Em 2005 o single “Losing the game foi lançado e ficou em 8° lugar nas paradas suecas. Em seguida foi lançado outro single, “Rock’n’roll’ Bachelor”, e, para finalizar, o tão esperado álbum “In Distortion We Trust” foi lançado no Reino Unido, França, Alemanha e no único país fora da Europa: o Brasil.

Discografia: “In Distortion We Trust” (2005), “Til Death Do Us Party” (2009) e o recente “The Midnight Chase” (2012).





Site da banda: crucifiedbarbara.com

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MaryDeath, Satanica, Anni De Vil, Bitchie e Helln'

Hysterica, outra banda de heavy metal composta completamente só por mulheres e também de Estocolmo (Suécia), surgiu em 2006 por idéia de Bitchie (guitarra), que antes já cantava em outras bandas, porém o que ela realmente queria era uma female band. Após a ideia ter saído do papel, as hystericas fizeram o primeiro show no Silja Rocken (um festival anual de 24 horas em um cruzeiro no Mar Báltico) em 2005. Entre 2005 e 2007 Hysterica tocou com freqüência em vários locais em toda a Suécia.

Com a realização do primeiro álbum concluída, “MetalWar”, as hystericas iniciaram uma turnê européia elevando a banda. Assim como Crucified Barbara, as letras de Hystericas remetem a uma vida no rock, aventuras com metalmen e de como são totalmente 'feitas de metal'. A banda ficou também conhecida como “Manowar de saias”, veja o motivo disto nos vídeos:




Site da banda: hysterica.se


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Astarte nada mais é que uma raridade se tratando de black metal! Uma banda formada 100% por mulheres em 1995, o Astarte é da Grécia e o som é bem típico do gênero: com batidas velozes, corpse painter, blasfêmias e uma vocalista de voz potente.

É de suma importância destacar a habilidade de Tristessa tanto de instrumentista quanto de vocalista, fora sua beleza que é imponente e atrai muito seu público.

Uma curiosidade a parte: Astarte é personagem do panteão fenício e na tradição bíblico-hebraica é conhecida como deusa dos Sidônios (I Reis 11:2). Era a mais importante deusa dos fenícios. Filha de Baal e irmã de Camos, deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos.


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Nem é preciso falar muito delas né!? Após o filme “The Runaways” estrelado por Kristen Stewart e Dakota Fanning ser lançado, a popularidade e história da banda tem tido grande repercussão.

A ideia inicial de criar uma banda só de garotas foi de Joan Jett. Então após encontrar-se com o produtor Kim Fowley falou sobre sua ideia. Assim ele apresentou a baterista Sandy West à guitarrista Joan Jett. Chamaram ainda a baixista Micki Steele, sem esquecer a compositora da banda Kari Krome. Ao final do ano de 1975 estava formado o grupo de três garotas chamado "The Runaways".

Começaram a fazer alguns shows na Califórnia, e em 1976 a banda cresceu. Entraram a guitarrista solo de dezesseis anos Lita Ford e a cantora principal Cherie Currie. Além disso, a baixista Micki Steele deixou a banda, sendo substituída por Jackie Fox. Com essas mudanças a banda atingiu grande sucesso gravando álbuns e se tornando mundialmente conhecidas.

As “fugitivas” fizeram polêmica por serem uma banda só de garotas muito jovens (a guitarrista Lita Ford só tinha 16 anos na época!), o que deixavam os críticos mais afiados do que nunca, dizendo que era marketing ou algo do tipo. Abriram shows para grandes bandas como o Van Halen e fizeram grande sucesso na década de 70 com os singles: “Born To Be Bad”, a clássica polêmica “Cherry Bomb” e “Queens Of Noise”. 

A banda acabou por brigas internas e externas, pois a mídia não cansava de menosprezá-las e as vontades pessoais de cada uma começavam a surgir aos poucos. 

Cada runaway seguiu seu sonho, sendo que Lita Ford e Joan Jett foram as mais bem-sucedidas. Quem nunca cantou o hino “I Love Rock’N’Roll” (Joan Jett) ou “Close My Eyes Forever” (Lita Ford com Ozzy Osbourne)!!?? Cherie superou seus vícios e atualmente é uma artista plástica que ajuda instituições de dependentes químicos.





Site da banda: therunaways.com

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The Donnas é uma banda estadunidense de hard rock/punk rock formada em 1993 por quatro garotas influenciadas diretamente por Kiss, AC/DC, Ramones e as Runaways.

A amizade das garotas surgiu no colégio Palo Alto, na Califórnia, onde estudavam e desde os 14 anos. Na verdade, nessa época a banda ainda tinha o nome de “Ragady Anne”, chegaram até a gravar dois álbuns, porém dois anos mais tarde mudaram o nome para “The Donnas”. E assim elas ficaram conhecidas: Brett Anderson (guitarra e vocal) como Donna A, Allisson Robertson (guitarra) como Donna R, Maya Ford (baixo) como Donna F e Torry Castellano (bateria) como Donna C. com saída de Tory em 2009, ela foi substituída por Amy Cesari.

Atualmente possuem oito álbuns de estúdio: “The Donnas” (1998), “American Tennage Rock’n’Roll Machine” (1998), “Get The Skintight” (1999), “Turn 21” (2001), “Spend The Night” (2002), “Gold Metal” (2004), “Bitchin’” (2007) e  “The Greatest Hits Vol. 16” (2009).


Com um som punk rock regado a rock’n’roll, as Donnas encantam também com seu carisma, confira no vídeo:




Site da banda: thedonnas.com

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Formada em 1985, a banda de rock L7 surgiu por ideia de Suzi Gardner que conheceu Donita Sparks, depois entraram na banda Jennifer Finch e Roy Koutsky. O nome L7 é uma gíria estadunidense que significa “quadrado” (forma resultante quando a mão esquerda faz um “L” e uni-se com a mão direita em forma de “7”; polegar direito com indicador esquerdo e polegar esquerdo com indicador direito).

 O primeiro álbum intitulado “L7” foi lançado em 1988 com a produção de Brett Guretwitz da banda Bad Religion, o que foi um sucesso e possibilitou a gravação de novos cds. Desde então a formação da banda se manteve estável: Donita Sparks (vocal e guitarra), Suzi Gardner (guitarra), Jennifer Finch (baixo) e Dee Placas (bateria).

Em 1994 a banda já participava do conceituado festival Lollapalooza e o single “Shitlist” foi lançado na trilha sonora do filme Natural Born Killers.  Como de se esperar de uma das bandas pioneiras do movimento Riot Grrrl, as “quadradas” fizeram muita polêmica, em especial a vocalista Donita que em um determinado show em 1992 no Reading jogou seu absorvente usado no público. Na verdade, devido a problemas técnicos, o show atrasou pouco mais que o horário previsto, o que deixou o público irritado e em forma de protesto começaram a jogar lama na banda. E Donita, que já não tem a paciência muito curta, simplesmente jogou seu absorvente usado neles aos berros: “Comam meu absorvente usado seus filhos da puta!”. Acontecimento esse muito memorável se tratando de atitudes inusitadas do rock’n’roll.

Com tantos altos e baixos, polêmicas, críticas, mudanças de formação, dificuldade para gravar cds, L7 resistiu até demais. A banda teve seu fim em 2000, porém nunca declararam isso oficialmente.

Discografia: “L7” (1988), “Smell the Magic” (1990), “Bricks are Heavy” (1992), “Hungry for Stink” (1994), “The Beauty Process: Triple Platinum” (1997), “Live: Omaha To Osaka” (1998), “Slap Happy” (1999).



Site da banda: l7official.com

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Kim McAuliffe, Jackie Chambers, Enid Williams e Denise Dufort
Com forte apoio do Motöhead e do Black Sabbath inicialmente, o Girlschool é uma banda de heavy metal que surgiu em 1978 e está na ativa até os dias de hoje! Com mais de 30 anos de sucesso, as “garotas” já estiveram no Brasil no ano passado no Festival Rock Feminino em março.

Tudo começou em 1975 quando as londrinas Kim McAuliffe (vocal e guitarra) e Enid Williams (baixo) decidiram montar uma banda de rock completamente do sexo feminino, até então a banda era conhecida como Painted Lady e fazia covers diversos. Então entraram na banda Kelly Johnson e Denise. Logo, em 1978, o nome da banda mudou para “Girlschool” inspiradas em Paul McCartney.
Começaram então a fazer uma turnê numa van passando pela França, Irlanda e Reino Unido, conquistando fãs pelo caminho.

Lançaram em dezembro de 78 o primeiro single da banda: “Take it all away”. Finalmente, assinaram contrato com uma gravadora e na primavera de 1980 gravaram seu primeiro cd titulado “Demolition”, cd este que teve a produção de Vic Maile, muito experiente no ramo e já havia trabalhado para Jimi Hendrix, Led Zepplim, Eric Clapton, Motöhead, entre outros. 

Após uma turnê com o Blach Sabbath em maio de 1980, as Girschool uniram-se novamente ao Motöhead, em 1981, como “Headgirl” e gravaram o single clássico “Please don’t touch” (St. Day Massacre EP), que foi premiado com prata por chegar a 5° posição de hits no Reino Unido enquanto o álbum posterior, “Hit and Run”, foi premiado com ouro no Canadá. 

Atual formação: Kim McAuliffe, Enid Williamas, Denise Dufort e Jackie Chambers.

Discografia: “Demolition” (1980), “Hit na Run” (1981), “Screaming Blue Murder” (1982), “Play Dirty” (1983), “Running Wild” (1985), “Nightmare at Maple Cross” (1986), “Take a Bite” (1988), “Girschool” (1992), “21st Anniversary: Not That Innocent” (2002), “Believe” (2004), “Legacy” (2008) e “Hit and Run - Revisited” (2011).



 Site da banda: www.girlschool.co.uk

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Aí está um grande exemplo de mulheres que sabem tocar um hard rock dos bons! A banda formada em 1984 já teve 16 ex-integrantes e todas mulheres. Inicialmente a banda tinha outro nome, mas só fez sucesso mesmo como “Vixen”. A banda estadunidense teve maior repercussão nos anos 80 a 90.

Tudo começou em meados da década de 70 quando Jan Kuehnemund (guitarra) decide ter uma banda de rock, então tentou de várias formas entrar em inúmeras bandas, porém não obteve sucesso devido ao machismo que predominava na época. Só lhe restou criar sua própria banda que inicialmente era composta por garotas da vizinhança e tinha o nome de “Genesis”.

Chega a badalada década de 80 e Genesis passa a se chamar “Vixen”. Jan, juntamente com as integrantes restantes, muda-se para Los Angeles em busca de oportunidade e conseguir assinar com uma gravadora. Em 1984, finalmente, chega a tal esperada oportunidade: as garotas Janet Gardner (vocal), Jan Kuehnemund (guitarra), Pia Maioco (baixo), Laurie Hedlund (bateria) e Tamara Ivanov (guitarra) receberam o convite para participarem da trilha sonora do filme Hardbodies como uma banda feminina de garagem que tinham o sonho de participarem do show business.

Em 2008, com nova formação, o primeiro álbum ao vivo foi lançado: Live in Sweden. Em 2005, o programa Bands Reunited, do canal VH1, reuniu as quatro integrantes originais para um reality show onde elas relembraram os bons momentos e resolveram os maus entendidos do passado. E para alegria do público, elas fizeram uma performance ao vivo. 



Site da banda: vixenrock.com

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Nada melhor do que a banda de punk rock pioneira do movimento Riot Grrrl para finalizar esse post... Bikini Kill foi fundada em outubro de 1990 e desde então influenciaram mil e uma garotas com letras feministas que compunham o Revolution Girl Style Now (revolução do estilo de garota agora). A banda surgiu por iniciativa de Kathleen Hanna, Tobi Vail e Kathi Wilcox quando ainda estavam na escola Evergreen State College. Para completar a banda, Billy Boredom da antiga The Go Team entrou. E pronto! Em 1991 gravaram a demo Revolution Girl Style Now e fizeram turnê pelos EUA juntamente com o Nation of Ulysses. Ao se estabelecerem em Washington DC, gravaram seu primeiro EP intitulado Bikini Kill.




Site da banda: bikinikill.com


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